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24/03 -- Ações para evitar enchente ainda dependem de licenças « voltar


Data: 24/03/2017
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Há 43 anos, no dia 24 de março, Tubarão vivia momentos de desespero com a enchente que destruiu a cidade e vitimou 199 pessoas. Hoje, a maior preocupação da população e das autoridades é quanto às formas de evitar uma nova tragédia na cidade.

Monitoramento constante do rio, plano de contingência, a dragagem e o desassoreamento do rio Tubarão são essenciais para evitar uma nova enchente. De acordo com o gestor coordenador da Defesa Civil, Djalma Alves, o projeto de dragagem será um dos temas debatidos no seminário dos 43 anos da enchente. 

“O projeto ainda está em análise na Fatma de Florianópolis e, no seminário, os representantes do órgão e também da Secretaria Estadual de Defesa Civil serão questionados quanto ao andamento. Esperamos que tenhamos boas notícias”, explica.

Segundo Djalma, a intenção é saber como está a análise do projeto, se será necessário fazer algo mais e se a Fatma poderá ou não fornecer a licença ambiental. “Somente depois da licença, com o projeto aprovado, teremos que fazer um novo projeto para angariar os recursos. A estimativa é, mais ou menos, de R$ 300 milhões para realizar a redragagem”, revela. 

O rio Tubarão hoje, diz Djalma, está com muitos dejetos e lodo onde deveria ocorrer a vazão da água. “Logo, se as chuvas daquela época acontecessem hoje, a tragédia seria igual ou maior que a de 74. Com o rio assoreado, e um volume maior de água, ela vai se espalhar para as margens e ter vazão, pois a calha estará mais funda”, explica.

Outro problema que ele aponta é quanto ao lixo acumulado nas margens, conforme o DS abordou na edição dessa quarta-feira, na matéria sobre o Dia Mundial da Água. “As pessoas precisam se conscientizar de que as beiras do rio não são locais para despejar dejetos. Diversos tipos de materiais são encontrados nas margens, como isopor, pedaços de eletrodomésticos, sacos plásticos, entre outros. E isso, em uma nova enchente, vai voltar para o local de onde saiu. Além disso, trancam as bocas de lobo, atrapalham a vazão do rio e tudo isso influencia para aconteceu uma enchente”, ressalta.

Sistemas Alternativos

As obras de desassoreamento do rio Tubarão minimizarão o risco de cheias. Porém, são necessárias outras medidas para conter a ação das águas, como sistemas alternativos. “Entre elas, o canal extravasor, que jogue a água para fora do rio, para chegar ao mar. É o caso do canal do Camacho, em Jaguaruna. Mesmo com a dragagem, poderia haver alagamentos, mas em grau menor. Por isso, é importante também pensar nos sistemas alternativos”, ressalta o gestor coordenador da Defesa Civil de Tubarão, Djalma Alves.


Seminário dos 43 anos da enchente de 74 ocorre hoje na Amurel

No dia 24 de março de 1974, Tubarão viveu momentos que nunca vai esquecer: foi o dia da enchente que avassalou a cidade e matou 199 pessoas. Para relembrar a data e discutir formas de se evitar uma nova tragédia, ocorre hoje o 9º Seminário 43 Anos da Enchente de 1974.

O evento será no auditório da Amurel e, além de lembrar a enchente de 74, discutirá formas de se evitar uma repetição da tragédia no futuro, por meio da apresentação de projetos diversos, como o da redragagem do rio Tubarão, por exemplo, e que será debatido pelo engenheiro civil e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Joel Avruch Goldenfum, que possui mestrado em Recursos Hídricos, doutorado em Hidrologia e pós-doutorado em Drenagem Urbana.

O seminário é aberto à população em geral e terá início às 8h30.

DS