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Artista Zé Diabo morre em Orleans « voltar


Data: 22/08/2017
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Conhecido pelas esculturas no paredão de Orleans, morreu na madrugada de ontem o artista plástico José Fernandes, o popular Zé Diabo. 

O artista de Orleans morreu aos 87 anos em virtude de problemas cardíacos e alzheimer. A prefeitura decretou luto oficial por três dias. Nascido em Orleans, no dia 19 de março de 1930, ele frequentou a escola até o quarto ano primário. Desde então, o interesse do artista era voltado ao desenho, assim como os objetos de barro também o encantavam. Foi aos 12 anos que Zé Diabo começou a trabalhar na pedraria do pai, próximo ao Paredão de Orleans, época em que surgiu o sonho de esculpir no local.

Zé Diabo trabalhou também como pedreiro, pintor na construção civil e artista plástico. Em 1958, recebeu o primeiro convite para pintar obras sacras na Capela Imaculada Conceição, em Rio Pinheiros Alto, Orleans. A partir de então, recebeu outras encomendas para pintar obras sacras em capelas e igrejas da região. Além disso, o artista fazia também esculturas e pinturas em tela com a técnica óleo sobre tela.

Zé Diabo iniciou as esculturas em 1980, com dois painéis para ensaio: “A Primeira Missa no Brasil” e “A Catequese dos Índios”. Os trabalhos experimentais foram realizados para testar como o artista se sairia ao produzi-los.

Para a criação da obra, o escultor fez estudos em esboços e utilizou modelos vivos. Todos os painéis são inéditos, representam a visão do artista a respeito de cada acontecimento esculpido. Dos 28 painéis projetados, sete foram realizados. Cinco deles com cenas do Antigo Testamento: A Criação do Homem, O Sacrifício de Abraão, A Passagem do Mar Vermelho, O Templo do Rei Salomão e Os Profetas. Os outros dois representam passagens do Novo Testamento: A Anunciação e o Nascimento de Cristo, este último não foi concluído. Ao total são 161 m² esculpidos, sendo que os maiores painéis medem 50 m² e o menor 9 m².

Durante os oito anos em que trabalhou no local, o número de visitantes ultrapassou 60 mil pessoas. Ver de perto as Esculturas do Paredão interessava tanto aos moradores da região quanto aos de outros Estados e países. Além disso, o trabalho foi pauta de muitos veículos de comunicação do Brasil.

Como surgiu o apelido

O apelido Zé Diabo surgiu quando o artista foi convidado a pintar na Igreja São Miguel dos Arcanjos, em Grão-Pará. Na época, os fiéis ficaram espantados com o realismo retratado pelo painel de 2,5 x 5,0m. Sempre que o artista voltava à localidade, as pessoas se referiam a ele como o “homem que pintou o Diabo” ou o “Zé do Diabo”, até que foi simplificado para Zé Diabo e se tornou apelido e assinatura nas obras por ele pintadas. A Igreja São Miguel dos Arcanjos foi demolida, não restando registro da obra “A briga de São Miguel Arcanjo com o Diabo”

DS