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Escolinha busca apoio para continuar « voltar


Data: 05/07/2017
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A Escolinha do Zuco está precisando de apoio para continuar oferecendo oportunidade através do futebol gratuitamente. O projeto, que funciona em Capivari de Baixo e recebe cerca de 70 crianças, tem sido levado adiante graças ao esforço do treinador, Júlio César Esterkotter Machado.

Segundo Júlio, nos últimos quatro anos a escolinha tinha uma parceria com a prefeitura que amenizava os custos de seu funcionamento. Porém, com a mudança na administração municipal, a parceria não foi renovada. 

No momento, o treinador mantém o projeto sozinho. Além de treinar as crianças, com duas turmas às terças-feiras e outras duas às quintas-feiras, é ele também quem providencia o material e cuida de toda a estrutura do campo, cedido pelo Nacional. “Sou eu quem faz tudo, desde lavar os uniformes até cortar a grama”, comenta.

Mesmo enfrentando dificuldades, Júlio César reluta em começar a cobrar dos alunos.  “Todo mundo fala que eu tenho que cobrar mensalidade. Mas sabe por que eu não cobro? Porque a maioria das crianças não tem condições de pagar. Eu conheço a realidade delas. Se eu começar a cobrar, vai ser a mesma coisa que mandar os meninos embora”, diz.

Enquanto isso, ele tem tirado dinheiro do próprio bolso para manter o projeto. “O que eu acho é que o poder público deveria se importar com isso. Na outra gestão, eu recebia um salário como professor, e isso me ajudava a manter a escolinha. Quando a nova gestão assumiu, eu conversei para continuar essa parceria, mas fui informado de que a prefeitura não tinha condições”, explica.

O treinador conta que a Escolinha do Zuco existe em Capivari de Baixo com esse nome há 12 anos e que foi uma iniciativa dele e de seu irmão, o Zuco, que faleceu em 2012. “O futebol sempre foi uma paixão nossa, então começamos esse trabalho para dar oportunidade para as crianças da cidade”, relata.

Perguntado sobre a possibilidade de abandonar a escolinha, o treinador é taxativo. “Desistir, eu não vou. Um dos ensinamentos que eu passo para os meninos é justamente para eles não desistirem nunca. Como eu posso desistir?”, diz.


Projeto revela talentos e contribui para vida mais saudável

Figueirense, Criciúma, Inter de Lages e Tubarão são alguns dos times onde meninos da Escolinha do Zuco já conseguiram espaço. Márcio Antônio Abreu de Oliveira, de 14 anos, é um deles. O garoto já passou por um período de treinamentos no Figueira e agora se prepara para nova temporada. 

“O Júlio começou a me incentivar e me levou lá para um teste. Ano passado participei de treinos e voltei em fevereiro deste ano, fiquei um mês. Agora vou voltar de novo para jogar uma competição em São Paulo”, revela Márcio Antônio.

O atleta destaca a importância do trabalho do treinador Júlio César. “Ele trabalha aqui com vontade, o que ele faz aqui pela gente não vi nenhum outro treinador fazer”, diz.

Vinicius Gomes Luís, de 11 anos, é outro exemplo. O jovem atleta, além de treinar na Escolinha do Zuco, também conseguiu um lugar nas categorias de base do Criciúma. “Estou treinando há um ano lá. A escolinha é uma grande oportunidade pra gente que gosta de jogar futebol”, comenta.

Para o treinador Júlio César, o futebol ajuda a melhorar a vida dos meninos da cidade. “Os benefícios para eles são incalculáveis. Além de contribuir com mais saúde, tem a parte social, de preencher o tempo ocioso deles, distanciando das drogas, além da convivência, da disciplina”, destaca.

DS